Antes de contestar minhas conclusões com os mesmos argumentos de sempre, peço apenas que responda às perguntas do corpo do texto. Aquele que tiver todas as respostas, que atire a primeira crítica.
Considero tão curiosos quanto vastos os efeitos da falta de energia elétrica. A luz bruxuleante das velas faz com que todas as sombras pareçam demônios. Com que o reflexo das pessoas falando com você através do espelho pareça se mover de forma independente do dono do reflexo. Traz aos homens um microssegundo de poder supremo, como o macho alfa protetor. Faz você se deparar com seus próprios silêncio e pensamento e, eventualmente, pensar ainda mais. Pensar, por exemplo, nesse microssegundo de poder supremo que lhe foi concedido, e, inevitavelmente, no poder supremo em si; o poder supremo e absoluto.
Bem sabemos, como a história nos mostrou tantas vezes, que o poder tem a capacidade inevitável de corromper quem o possui, mas então nos deparamos com uma pergunta interessante: o que aconteceria ao homem que tivesse o real poder supremo, total e absoluto? O controle do espaço, do tempo, da realidade, da vida, da morte. Ao homem que jamais pudesse ser derrotado. Que pudesse satisfazer todas as suas vontades. Que pudesse destruir e construir tudo novamente, o Universo inteiro, com um reles desejo? Que tivesse todo o tempo existente para si, a onipotência, onisciência e a onipresença? Suportaria, qualquer que fosse a criatura, o fardo da eternidade, complexa com as realidades? O que poderia um homem como esses desejar? Mesmo que não fosse um homem! O bem? O mal? Nada faria diferença. Tudo pode ser feito e desfeito infinitas vezes. O tempo pode ser distorcido livremente assim como todo o espaço ao seu redor.
Criaria esse ser, um universo como o nosso? Com individualidades com vontades próprias e liberdade para executá-las, enquanto há, contraditoriamente, uma plano e função para cada uma delas? Destruiria ele o acaso e a não-linearidade? Ou então, criaria ele a imperfeição, apenas por haver-se cansado de contemplar a própria perfeição, adquirida ao longo de suas experiências através das eternidades?
Seria esse ser, capaz de sentir algo? Solidão em seu estado? Medo? Desespero? Revolta, cansaço, sede, fome, desejos, prazeres indescritíveis auto infringidos por mera vontade, apenas para depois encarar mais solidão? Ou esse ser se desvencilharia de sua capacidade de sentir, tornando-se uma mera vida randômica, ainda que suprema? O que sentiria qualquer outra criatura em seu lugar? Suportaria as infinitas eternidades sem enlouquecer, mesmo estando numa realidade tão desesperadora?
Então você percebe que não há respostas para tais perguntas (que ainda poderiam somar um número muito maior). Percebe que, olhando “de baixo para cima”, é muito fácil imaginarmos uma criatura com todos esses dotes e poderes, mas que, na prática, colocando seja a nós mesmos como a qualquer outra coisa no lugar dela e, finalmente, olhando “de cima para baixo”, uma criatura como essa é impossível, e que “perfeição” não é uma resposta real para nenhuma das perguntas acima. Apenas uma extremamente conveniente. É impossível que qualquer coisa consciente com infinitas chances de errar e acertar construa uma realidade como a nossa, com criaturas como nós e com um número tão grande de erros e imperfeições, independente de quão complexo e superior essa coisa possa ser. Imagino, ainda, que eu não precise nem mesmo comentar sobre a exclusividade de atenção a um planetinha insignificante como o nosso, entre outros absurdos como a necessidade de 7 dias para criar algo, quando você poderia simplesmente ter parado o tempo e construído, ou mesmo a necessidade de descansar.
Portanto, sinto informar-vos, caros colegas e amigos, que, com ou sem vida após a morte, com ou sem dimensões e realidades alternativas e paralelas, somos mero fruto o acaso. E que, se ainda assim quisermos atribuir a supremacia a alguma coisa superior a tudo e a todos, contamos, na melhor das hipóteses, com um simples e taxativamente sem consciência, Equilíbrio Universal.
“O Poder! Que bem tão efêmero; difícil de se obter, fácil de perder.”
- Thanos de Titã
Considero tão curiosos quanto vastos os efeitos da falta de energia elétrica. A luz bruxuleante das velas faz com que todas as sombras pareçam demônios. Com que o reflexo das pessoas falando com você através do espelho pareça se mover de forma independente do dono do reflexo. Traz aos homens um microssegundo de poder supremo, como o macho alfa protetor. Faz você se deparar com seus próprios silêncio e pensamento e, eventualmente, pensar ainda mais. Pensar, por exemplo, nesse microssegundo de poder supremo que lhe foi concedido, e, inevitavelmente, no poder supremo em si; o poder supremo e absoluto.
Bem sabemos, como a história nos mostrou tantas vezes, que o poder tem a capacidade inevitável de corromper quem o possui, mas então nos deparamos com uma pergunta interessante: o que aconteceria ao homem que tivesse o real poder supremo, total e absoluto? O controle do espaço, do tempo, da realidade, da vida, da morte. Ao homem que jamais pudesse ser derrotado. Que pudesse satisfazer todas as suas vontades. Que pudesse destruir e construir tudo novamente, o Universo inteiro, com um reles desejo? Que tivesse todo o tempo existente para si, a onipotência, onisciência e a onipresença? Suportaria, qualquer que fosse a criatura, o fardo da eternidade, complexa com as realidades? O que poderia um homem como esses desejar? Mesmo que não fosse um homem! O bem? O mal? Nada faria diferença. Tudo pode ser feito e desfeito infinitas vezes. O tempo pode ser distorcido livremente assim como todo o espaço ao seu redor.Criaria esse ser, um universo como o nosso? Com individualidades com vontades próprias e liberdade para executá-las, enquanto há, contraditoriamente, uma plano e função para cada uma delas? Destruiria ele o acaso e a não-linearidade? Ou então, criaria ele a imperfeição, apenas por haver-se cansado de contemplar a própria perfeição, adquirida ao longo de suas experiências através das eternidades?
Seria esse ser, capaz de sentir algo? Solidão em seu estado? Medo? Desespero? Revolta, cansaço, sede, fome, desejos, prazeres indescritíveis auto infringidos por mera vontade, apenas para depois encarar mais solidão? Ou esse ser se desvencilharia de sua capacidade de sentir, tornando-se uma mera vida randômica, ainda que suprema? O que sentiria qualquer outra criatura em seu lugar? Suportaria as infinitas eternidades sem enlouquecer, mesmo estando numa realidade tão desesperadora?
Então você percebe que não há respostas para tais perguntas (que ainda poderiam somar um número muito maior). Percebe que, olhando “de baixo para cima”, é muito fácil imaginarmos uma criatura com todos esses dotes e poderes, mas que, na prática, colocando seja a nós mesmos como a qualquer outra coisa no lugar dela e, finalmente, olhando “de cima para baixo”, uma criatura como essa é impossível, e que “perfeição” não é uma resposta real para nenhuma das perguntas acima. Apenas uma extremamente conveniente. É impossível que qualquer coisa consciente com infinitas chances de errar e acertar construa uma realidade como a nossa, com criaturas como nós e com um número tão grande de erros e imperfeições, independente de quão complexo e superior essa coisa possa ser. Imagino, ainda, que eu não precise nem mesmo comentar sobre a exclusividade de atenção a um planetinha insignificante como o nosso, entre outros absurdos como a necessidade de 7 dias para criar algo, quando você poderia simplesmente ter parado o tempo e construído, ou mesmo a necessidade de descansar.Portanto, sinto informar-vos, caros colegas e amigos, que, com ou sem vida após a morte, com ou sem dimensões e realidades alternativas e paralelas, somos mero fruto o acaso. E que, se ainda assim quisermos atribuir a supremacia a alguma coisa superior a tudo e a todos, contamos, na melhor das hipóteses, com um simples e taxativamente sem consciência, Equilíbrio Universal.

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